Julio Trindade

Julio Trindade

 

Com o amadurecimento do Marketing Digital no Brasil, os dois termos têm aparecido cada vez mais no vocabulário dos profissionais de Marketing. E não só deles. Recentemente, por exemplo, recebemos aqui na agência um contato do sócio de uma empresa de contabilidade interessada nos serviços de Inbound Marketing, demanda que seria impensável partir do próprio cliente anos atrás.

Mas você sabe exatamente quais as diferenças entre os conceitos? Alerta spoiler: Marketing de Conteúdo pode existir sem Inbound Marketing, mas Inbound Marketing não sobrevive sem Marketing de Conteúdo. Ainda confuso(a)? Vem com a gente.

Marketing de Conteúdo

Nada melhor do que recorrer à definição da principal referência teórica de Marketing no mundo, Philip Kotler, em seu último livro (aliás, recomendadíssimo) “Marketing 4.0 – do tradicional ao digital”: “Em poucas palavras, Marketing de Conteúdo é uma abordagem que envolve criar, selecionar, distribuir e ampliar conteúdo que seja interessante, relevante e útil para um público claramente definido com o objetivo de gerar conversas sobre esse conteúdo.”

Não negritamos os termos “interessante, relevante e útil” por acaso. Essas são características inerentes ao Marketing de Conteúdo: entregar valor ao cliente ou potencial cliente. Também por isso muitos jornalistas acabam migrando para essa área, justamente pelo cuidado com a informação, a pesquisa de pautas e o rigor com o texto. O próprio Kotler, inclusive, também chama o Marketing de Conteúdo de “jornalismo de marca”.

Ou seja, ao contrário da publicidade tradicional, em que as marcas abordam mais os benefícios e vantagens do produto, o foco da Comunicação no Marketing de Conteúdo está centrado em como resolver a “dor” ou problema do consumidor.

Vamos exemplificar? Imagine quem está buscando se alimentar com orgânicos. Possivelmente, essa pessoa tem dúvidas se o valor mais alto cobrado por esses produtos vale a pena. Como minha marca pode solucionar essa dor?

Uma alternativa poderia ser escrever posts de blog, materiais para e-book ou mesmo stories no Instagram falando dos malefícios do consumo de agrotóxicos ou dando receitas culinárias a partir dos produtos que minha empresa entrega.

Beleza, e onde entra o Inbound Marketing nessa história?

Inbound Marketing

Como vimos acima, poderíamos entregar conteúdo interessante, relevante e útil apenas a partir de stories do Instagram. Ou um post no Facebook. Portanto, como fizemos o spoiler lá no começo, o Marketing de Conteúdo pode existir sem o Inbound Marketing.

Mas por que esse termo vem ganhando tanta relevância? Justamente porque a estratégia de Inbound torna o Marketing de Conteúdo ainda mais valioso e estratégico. O inbound junta todas as peças do Marketing de Conteúdo e encaixa ele em um sistema de captação de leads.

Segundo a Hubspot, uma das principais empresas de Marketing Digital do mundo, o Inbound Marketing é baseado em 4 grandes blocos: atrair, converter, fechar e encantar, geralmente representado com a pirâmide abaixo:

Voltando ao exemplo acima de nossa marca de orgânicos fictícia, um usuário chegaria ao post do blog a partir de uma busca no Google (fase de atração). A partir daí, a marca tentaria convidá-lo a se cadastrar em sua newsletter, por exemplo, o que tornaria aquele cliente em um lead, em uma primeira conversão.

E aqui é importante uma observação: também não existe Inbound Marketing sem e-mail. Por isso, sempre dizemos aos nossos clientes que um mailing é um ativo da empresa. Com o e-mail desse potencial cliente, enviaríamos mais materiais por e-mail, entendendo sua jornada de compra, e eventualmente uma oferta para que ele faça sua primeira aquisição.

Na última fase, de encantamento, poderíamos seguir enviando materiais úteis sobre como guardar seus orgânicos, mais dicas de receitas, entre outros, para manter o relacionamento com ele que, possivelmente, também encaminharia esse material a interessados.

Portanto, usamos o Marketing de Conteúdo para que “caminhe” pelas fases do funil do Inbound Marketing. Poderíamos dizer que o Marketing de Conteúdo é o combustível de uma estratégia de Inbound, mas pode existir sem ela, caso eu queira produzir conteúdo útil somente em uma plataforma e sem que, necessariamente, passe por todas essas etapas.

Vale ressaltar que o Inbound Marketing é uma estratégia que exige, além de dedicação, softwares, como a própria Hubspot ou o RD Station, que auxiliarão a automatizar esse fluxo. Mas esse já é papo para outro post.

E aí, você já vem usando Marketing de Conteúdo ou Inbound Marketing nas suas estratégias de Marketing Digital? Esperamos ter deixado a diferença entre os dois mais clara. 🙂

//lapacomunicacao.com.br/novosite/wp-content/uploads/2018/07/banner-footer_6.gif